Um espaço de inspiração. De e para pessoas.
Como trabalhar o Employee experience na situação atual?

Como trabalhar o Employee experience na situação atual?

  • Maio 05, 2020

Como cuidar da experiência de um colaborador na empresa em momentos de incerteza? Sentir-se valorizado e à vontade no trabalho é crucial para abordar as mudanças que estamos a viver. Mas é algo em que deveríamos trabalhar continuamente e especialmente em tempos difíceis.   Quais são as suas vantagens para empresas e colaboradores? Os colaboradores sentem-se mais confortáveis no seu dia-a-dia e as empresas recebem mais empenho da sua equipa.

Para além das necessidades básicas

Um bom plano de acolhimento, formação especializada para desenvolver talento e flexibilidade horária são algumas das vantagens que até agora algumas empresas ofereciam às suas equipas. Mas o que significa realmente o Employee experience e como adaptá-lo à situação atual? A experiência do colaborador vai mais além de estabelecer estratégias focadas no bem-estar e no desenvolvimento profissional das pessoas. O seu principal objetivo é fornecer valor acrescentado para manter e atrair talento. Aqui estão algumas das chaves para desenvolvê-lo:

  • Antes de começarmos com um plano de Employee experience, devemos ser claros sobre o A segurança é atualmente uma das principais preocupações dos trabalhadores. As suas instalações estão adaptadas para manter os 2 metros de distância entre colegas? Seguir as recomendações de saúde sinalizadas pela administração é fundamental para que as pessoas se sintam seguras no local de trabalho.

Mas uma vez adaptados à nova realidade, temos de dar mais um passo e marcar novos objetivos que ajudem a melhorar a experiência dos colaboradores. O que pretende alcançar através do Employee experience? E o talento que temos na empresa? Atrair novos profissionais que adicionem valor ao nosso negócio? O fundamental é que o objetivo esteja em consonância com a visão e a missão da empresa. É a única maneira de garantir que é 100% eficaz.

  • O segundo passo consiste em conhecer com detalhe a sua equipa. O que preocupa a cada pessoa e como podemos ajudá-la a gerir a mudança? A comunicação é fundamental para fazer com que a equipa se sinta bem tratada e para enfrentar a nova situação. Mas não devemos ficar por aqui. Uma vez adaptados à nova realidade, temos de nos perguntar: o que os motiva? Que colaboradores nos interessa atrair? Esta informação será muito útil para definir o plano de benefícios e ações.

 

  • Quais são os momentos da verdade para o colaborador? A situação excecional que temos vivido foi, sem dúvida, uma delas. Se a empresa demonstrou interesse no bem-estar da equipa, terá saído reforçada da crise e com um maior compromisso com as pessoas que fazem parte da equipa. Mas para além da situação que vivemos, qual é o primeiro momento da verdade que um colaborador vive? A incorporação na empresa. Os primeiros dias vão marcar a experiência do trabalhador na empresa. A integração na equipa e da parte dos colegas de equipa que o acolhem também será essencial para tornar a sua experiência excelente. E como manter esta boa perceção ao longo do tempo? Acompanhar o dia-a-dia e criar alianças com colegas dos mesmos ou de outros departamentos com os quais a pessoa se relaciona será fundamental para o seu bem-estar.

 

  • Desenvolver uma cultura de feedback construtivo. Como transmitir a alguém que deve melhorar em alguns aspetos? Ser capaz de dar feedback de forma construtiva ajudará a melhorar a sua integração na empresa, a mudar alguns dos seus hábitos e a facilitar o seu dia-a-dia.

 

  • Quais são os momentos particularmente críticos? Os primeiros dias do estado de emergência são um exemplo, mas no dia-a-dia também há situações que são importantes para o colaborador. Um exemplo prático: uma pessoa não pode ir trabalhar porque o seu filho está doente. Como se comporta a empresa neste caso? O seu comportamento será um teste de confiança para o colaborador. Se a empresa facilitar o teletrabalho ou puder recuperar as horas outro dia, a relação de trabalho será reforçada, mas se não for, a pessoa viverá como um “momento de dor”, que são aquelas experiências em que a empresa não facilita a gestão de determinadas situações e que o colaborador vive como uma desilusão. Estes momentos são especialmente sensíveis porque podem envolver a falta de confiança de um profissional em relação à empresa ou podem mesmo tornar-se uma razão para considerar a mudança de emprego.

 

  • E qual seria a última fase do Employee Experience? Um plano de outplacement, através do qual se auxilia na incorporação de um novo posto de trabalho. Conseguir que a pessoa que termina a sua carreira profissional com a empresa fique com uma boa impressão e se torne um dos nossos embaixadores traz credibilidade à nossa empresa.

 

Com a transformação tecnológica, o Employee Experience é cada vez mais importante para as empresas e, de facto, já existem portais como o Glassdoor e o Indeed onde os colaboradores os classificam de acordo com a sua experiência. A chave? Seja consistente e trabalhe pequenos detalhes que facilitem o dia-a-dia da equipa e os ajudem a viver uma boa experiência na empresa.

 

Comentários desativados

Sobre nós

People first

People first é um espaço de inspiração onde partilhamos conteúdos com um eixo comum: as pessoas. De diferentes perspetivas e setores, abordamos diferentes temas, tendências e notícias de interesse humano.


People first

Newsletter

Inspire-se com a newsletter People first.

Quero subscrever a newsletter

Siga-nos

×