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Flexibilidade horária, teletrabalho e conciliação

Flexibilidade horária, teletrabalho e conciliação

  • Setembro 04, 2019

Segundo a  OIT (Organização Internacional do Trabalho), as jornadas laborais no mundo são cada vez menos previsíveis. Aumentam em alguns países industrializados enquanto que diminuem noutros, para se adaptarem a uma economia que funciona 24 horas por dia e 365 dias por ano. Os trabalhadores, por sua vez, valorizam cada vez mais a flexibilidade horária, o teletrabalho e a conciliação laboral. Partilhamos algumas fórmulas para se adaptar a tempos de mudança.

1. Fórmulas para tornar o trabalho mais produtivo

Há quem trabalhe por objetivos, à distância, por turnos noturnos ou durante o fim-de-semana. Entretanto, a tecnologia muda a conceção do trabalho como uma atividade, não um lugar físico. E os trabalhadores jovens e com talento escolhem conciliar a sua vida profissional com a pessoal.

Em Espanha, além disso, está vivo o debate acerca da adaptação ao horário laboral europeu, que termina a jornada laboral entre as 16 e as 18 horas, com uma hora para almoçar. Uma medida para se conseguir a conciliação laboral, melhorar a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores.

O interesse crescente pela melhoria da produtividade empresarial e a introdução de métodos para a medir, levam à experimentação com fórmulas como os horários flexíveis, o teletrabalho, o dia de trabalho com horário intensivo… bem geridas. César Piqueras, coach e assessor, explica casos como o de um empresário que proibiu aos seus funcionários sair depois da sua hora de saída, a fim de os consciencializar acerca da sua produtividade e do seu tempo. Outra empresas dão dias de teletrabalho ou mais tempo de “férias conectadas”. A Adobe – como explica César -, dá um ano sabático por cada cinco anos trabalhados, e a BCG 8 semanas de “férias para rejuvenescer” aos que estão há mais de 8 anos na empresa.

Outro modelo com o qual se está a experimentar é o do trabalho de segunda a quinta-feira sem redução de horário. Para melhorar a produtividade laboral, ambiental, social, psicológica e de saúde. Onde foi implementado, obteve-se uma poupança energética (e ambiental) e uma redução significativa das baixas médicas por doença. Em alguns casos, também foi reduzida a semana laboral a 32 horas para poupar em massa salarial. Steven Shattuck, da Slingshot SEO, considera-o como uma forma imbatível de “recarregar baterias”: “as sextas-feiras de investigação” são destinadas à organização de tarefas a partir de casa, encontros profissionais ou procura de informação acerca de assuntos de trabalho.

2. Flexibilidade horária e teletrabalho

Há, sem dúvida, uma tendência global para o trabalho flexível que, tal como o afirma o World Economic Forum, atingirá os 40% nos próximos anos:

“Em 2016, 55 milhões de pessoas nos EUA obtiveram rendimentos com trabalhos flexíveis. 60% deles têm um salário fixo que complementam com trabalhos temporários. Os 40% restantes são trabalhadores independentes a tempo inteiro que trabalham em média 36 horas por semana e escolhem tipicamente esta opção para serem donos do seu tempo. 79% dos trabalhadores flexíveis de todas as modalidades prefere o seu trabalho às opções tradicionais e 50% considera não passar para um trabalho tradicional por dinheiro nenhum.”

Os novos ambientes empreendedores e colaborativos favorecem isso mesmo. Cada vez mais, as empresas vêem-se obrigadas a isso, na medida das suas possibilidades, se quiserem atrair talento e profissionais jovens, que já não valorizam um salário acima de tudo. Desejam conciliar vida pessoal, família e trabalho, fazer desporto, viajar quando querem…

O trabalho remoto é uma opção interessante para uma política de flexibilidade horária, e outra tendência em ascensão. Baseia-se na constatação de que em casa se trabalha de uma forma mais centrada e intensa, sem interrupções. E, além disso, evita-se a perda de tempo e o custo das deslocações, um assunto que preocupa as cidades, que precisam de ser sustentáveis. Em muitas empresas, além disso, já é comum os trabalhadores organizarem-se por WhatsApp e fazerem videoconferências entre delegações.

Remoters, o portal para promover e ajudar trabalhadores de empregos à distância e empresas distribuídas, detetou ao longo de um percurso de dois anos as seguintes tendências no trabalho remoto:

  1. Grandes empresas dos EUA contratam os melhores profissionais sem se preocuparem onde residem.
  2. Os principais setores com trabalhos à distância são o tecnológico e o marketing, seguidos da Gestão de Empresas, Compras e Educação.
  3. Casa, co-workings e cafetarias são os lugares escolhidos para trabalhar: 41,67% das pessoas menciona que é em casa onde melhor trabalha porque lhes permite serem mais produtivas.
  4. As razões para se converterem em empresas com equipamentos distribuídos prendem-se com reduzir custos e criar uma equipa de confiança.

A solução para se lançar como empresa na flexibilidade horária é criar uma cultura corporativa de confiança nos trabalhadores. Chegar a um acordo entre empresa e funcionários que promova a igualdade de género e a conciliação laboral em troca de compromisso, empenho e responsabilidade. Com indicadores de melhoria da produtividade.

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