Um espaço de inspiração. De e para pessoas.
Como construir ambientes inclusivos

Como construir ambientes inclusivos

  • Junho 02, 2020

Pessoas com incapacidades ou pessoas incapacitadas? Olhos azuis, morenos, altos, finos, canhotos, destros ou com capacidades diferentes… todos eles são traços simples que caracterizam as pessoas que nos rodeiam.

Qual é o primeiro passo para a normalização? Criar ambientes inclusivos que ajudem a normalizar a deficiência e combater o estigma. Tudo à nossa volta tem um papel essencial na nossa capacidade de participar em diferentes áreas da vida e determina as possibilidades de autonomia, competência e desenvolvimento das pessoas.

Como construir ambientes inclusivos?

A incapacidade é só aos olhos das pessoas, por isso, olhe para o que o rodeia. Como vê as pessoas à sua volta? Aqui estão algumas fórmulas para adaptar o seu ambiente:

  • Desmontar estereótipos negativos criados pelo desconhecimento. Quais são as estratégias para consegui-lo? Mude a sua perspetiva e concentre-se nas capacidades das pessoas e no que são capazes de fazer.
  • Entender a incapacidade como uma situação dinâmica. A incapacidade é o resultado da interação de uma pessoa com o ambiente, por isso é algo que evolui dia após dia.
  • Adaptar o ambiente para que todos possamos desenvolver as nossas tarefas normalmente.  Pessoas com deficiência ou ambientes deficientes? Se uma pessoa pode participar em pé de igualdade com os restantes depende não só dos seus atributos pessoais ou limitações funcionais, mas também das instalações e dificuldades que o ambiente coloca na sua participação.

Mas do que falamos exatamente quando nos referimos ao ambiente?   De tudo aquilo que nos rodeia: espaço, objetos, ferramentas, serviços, cultura, educação, normas, formas de relacionar e leis. Felizmente, os ambientes são dinâmicos, evoluem e transformam-se.

E como é um ambiente de trabalho inclusivo? Aquele em que o planeamento, a todos os níveis, é feito a partir do desenho universal, em que se superam os obstáculos à acessibilidade (física, comunicação e relacional), que se adapta à situação dos trabalhadores e onde é promovido o valor da diversidade.

Quais são as dificuldades de um ambiente não inclusivo?

As pessoas com deficiência têm muitas vezes uma perceção negativa de si mesmas e estas dificuldades não têm só um efeito a nível pessoal.

  • Altas taxas de desemprego. É realmente mais difícil encontrar trabalho para pessoas com deficiência? Apesar dos benefícios da contratação de um trabalhador com deficiência para as empresas, ainda há muito trabalho pela frente.
  • Subvalorização das competências dos trabalhadores. Recebe o mesmo tratamento que os seus colegas? Para normalizar a incapacidade é imprescindível a igualdade de condições.
  • Reatribuição em empregos menos qualificados. Todos temos capacidades diferentes e destacamo-nos por alguma coisa, por isso não devemos cair no erro de pensar que há alguém que não é capaz de o fazer.
  • Despedimentos em caso de incapacidade. Por vezes, quando um trabalhador sofre um acidente que o impede de fazer o seu trabalho como fez até agora, algumas empresas optam por deixar de colaborar com ele. Mas felizmente, não são todos os que reagem assim. Outros adaptam-se à nova situação e tentam adaptar o ambiente para que a pessoa continue a desenvolver as suas funções.
  • Controlo constante ou infantilização. É necessário rever permanentemente o trabalho de alguém? A cultura de responsabilidade e confiança tem muito mais frutos do que o controlo constante.

A construção de ambientes inclusivos é fundamental não só para a inclusão laboral, mas também para as organizações e as empresas, porque a diversidade é essencial para o sucesso.

Escreva um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Sobre nós

People first

People first é um espaço de inspiração onde partilhamos conteúdos com um eixo comum: as pessoas. De diferentes perspetivas e setores, abordamos diferentes temas, tendências e notícias de interesse humano.

Newsletter

Inspire-se com a newsletter People first.

Quero subscrever a newsletter

Siga-nos

×