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A medição da felicidade nas empresas

A medição da felicidade nas empresas

  • Novembro 26, 2019

A felicidade é um dos objetos de estudo mais solicitados na atualidade; desde a relação entre dinheiro e felicidade até à felicidade como índice alternativo de desenvolvimento, bem-estar humano e ambiental. Obviamente, o âmbito laboral não é exceção e são muitas as universidades que dispõem de equipas de investigação centradas em analisar o que é que nos dá gozo no trabalho. Todos os especialistas concordam com uma coisa: o trabalhador otimista – entendido como sinónimo de feliz – rende mais.

De facto, os funcionários felizes são duas vezes mais produtivos, dispõem de 65% mais energia e a sua vinculação com a empresa é duas vezes maior do que a dos funcionários menos felizes, segundo um estudo do iOpener Institute de Oxford. No relatório, a felicidade laboral é definida como uma “mentalidade que permite agir para maximizar o rendimento e alcançar um elevado potencial”. Além disso, um trabalhador feliz é amável, sabe trabalhar em equipa e reflete claramente condutas altamente valorizadas, tais como a perseverança e a criatividade.

Perante esta realidade, as empresas decidem cada vez mais medir a sua felicidade. E apesar de ainda serem uma minoria, as empresas que investem nisso vão instalando progressivamente a necessidade de gerar um clima laboral que propicie essa felicidade. A maior parte das vezes, trata-se de técnicas simples que não custam nada e que trazem muita rentabilidade. No entanto, algumas empresas convencidas da importância da felicidade da sua equipa de trabalho vão mais além, criando inclusive postos de trabalho muito curiosos como o Diretor de felicidade ou CHO (Chief Happiness Officer).

Como medir o nível de felicidade de uma empresa?

Por um lado, é preciso avaliar o otimismo e as emoções positivas, e, por outro, as exigências de stress e o excesso de supervisão e de controlo. Também é necessário analisar outros aspetos como a inteligência emocional, a empatia, a assertividade, o autoconhecimento, o autocontrolo e a autoconsciência. A partir desses indicadores, o departamento de recursos humanos pode quantificar a felicidade laboral que se respira na sua empresa.

Os canais de comunicação internos são uma boa ferramenta para realizar estas medições, apesar de que, por vezes, o anonimato pode ser uma melhor abordagem ao estado de ânimo real da organização. Por isso, também existem aplicações externas como a Happyforce, por exemplo, que abre um canal de comunicação direto e em tempo real entre o funcionário e a direção da empresa. Através do uso de botões “gosto”, “não gosto”, emoticons e espaços para partilhar comentários, os funcionários expressam os seus sentimentos e opiniões de forma anónima, facto que incrementa a sua participação na plataforma.

Propiciar a felicidade dos funcionários

O grau de felicidade de uma empresa está intimamente ligado ao sistema de gestão e aos seus líderes, assim como aos valores e à cultura corporativa que servem de guia. Estes esquemas marcam a natureza de outros elementos importantes na construção da felicidade, como a confiança, a motivação, o respeito, a expressão pessoal – o trabalhador pode exprimir-se livremente? -, o clima laboral e a relação com outros funcionários.

A responsabilidade de conseguir um ambiente laboral feliz recai diretamente sobre os cargos diretivos e o seu estilo de liderança. É recomendável apostar numa liderança responsável que consiga comprometer e envolver as equipas nos distintos projetos, que gere oportunidades e ajude a desenvolver habilidades. Os resultados de negócio são importantes, mas também o são o ambiente e o meio nos quais estes são desenvolvidos. Pormenores tais como sorrir e cumprimentar os funcionários, aprender a dar os parabéns, corrigir erros de forma construtiva, comemorar marcos alcançados e metas intermédias de um projeto ou reforçar os comportamentos positivos e identificá-los corretamente podem fazer toda a diferença. De igual modo, dispor de uma boa política de incentivos e aplicar algumas medidas como a flexibilidade laboral sempre ajudarão a ter os trabalhadores mais felizes e satisfeitos com o seu emprego.

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