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	<title>formação archivos | People first</title>
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	<title>formação archivos | People first</title>
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		<title>David Calle: “Todos temos uma habilidade pessoal que nos diferencia&#8221;</title>
		<link>https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/david-calle-todos-temos-uma-habilidade-pessoal-que-nos-diferencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[People first &#124; A project by Eurofirms]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2019 15:27:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho em equipa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na entrevista anterior, David Calle falou-nos sobre a Unicoos como um projeto motivacional e de empreendedorismo. Nesta segunda parte, dá as suas chaves pessoais acerca da formação e trabalho no século XXI.<br />
A formação deve ser personalizada e criativa<br />
Como professor, insisto sempre com os meus alunos sobre o facto de que aquilo que nos dá valor a todos é aquilo que nos torna diferentes, e quanto mais diferentes formos, mais valor é gerado. A educação passa por aí. É preciso tentar, na medida do possível, dar a cada jovem aquilo que ele precisa, que nem sempre é a mesma coisa.<br />
Na minha academia, tento conhecê-los mais além das aulas, saber que problemas têm, o que se passa nas suas famílias, se foram abandonados pela namorada ou pelo namorado, se têm problemas em casa ou com os seus amigos. Isto porque todos acumulam muitos problemas e nunca se sabe a razão pela qual um aluno está mais ou menos motivado. Se conseguirmos conhecê-los e, sobretudo, se conseguirmos encontrar &#8211; o que não é fácil &#8211; a paixão ou a capacidade desse aluno, ou a sua habilidade especial, então será imparável. Esta é uma das maiores responsabilidades que têm os pais e os professores: encontrar a capacidade e a habilidade de cada um dos nossos alunos ou filhos. Se encontrarmos aquilo que os torna diferentes, ninguém os parará.<br />
Projetos como a Unicoos contribuem para isso. Os seus vídeos ajudam a que o professor se livre de explicar sempre as mesmas coisas, a ganhar tempo para poder ser mais criativo com os seus alunos e tratar de insistir noutras. Por exemplo, trabalhar em equipa com eles e conhecê-los um pouco melhor. Se os virmos a relacionar-se entre eles, além de adquirirem habilidades sociais importantíssimas, também poderemos conhecê-los melhor e saber como cada um deles é.<br />
Li recentemente um artigo sobre o novo conceito  apreensinar, que insiste basicamente em que os alunos se convertam por momentos em professores dos seus próprios colegas. Assim, aprendem a comunicar uns com os outros, interiorizam melhor as lições a aprender e os conceitos-chave. E provavelmente começam a perceber melhores os seus professores, compreenderão melhor o seu trabalho e as dificuldades que enfrentam no dia a dia quando dão a aula. Torná-los protagonistas, porque se o forem, irão levar isso de outra maneira, muito mais ativa e positiva.<br />
Por isso, digo SEMPRE que a Unicoos está AQUI para somar e não para substituir os professores , muito pelo contrário. A relação professor-aluno é insubstituível.<br />
As pessoas devem aprender a defender os seus sonhos e projetos.<br />
Na minha humilde opinião,  a educação do século XXI deve centrar-se nas relações pessoais e em valores como o trabalho em equipa, a importância do trabalho duro ou a resiliência. Dispomos de computadores que fazem cálculos em milésimos de segundos, temos toda a informação ao nosso alcance. É evidente que é preciso ensinar as pessoas a distinguir tudo aquilo que encontram na Internet e a distinguir o bem do mal, porque demasiada informação também não é bom.<br />
Mas aquilo em que nos devemos centrar é em criar uma geração à qual não custe expressar as suas opiniões em público nem falar em público, que o faça sem faltar ao respeito a ninguém e que aprenda também a colaborar em equipas multidisciplinares. A chave para mim é que as pessoas saibam trabalhar em equipa e saibam defender os seus sonhos e os seus projetos de maneira adequada. Isto porque conheci jovens que são muito bons, pessoas inteligentíssimas na universidade, quando estudei  Telecomunicações, por exemplo, mas que careciam de certas habilidades sociais que os impediam de alcançar, provavelmente, alguma das suas metas.<br />
Eu digo aos meus alunos que não é preciso ser muito bom a matemática, pelo contrário, mas sim ser uma pessoa trabalhadora e capaz de se relacionar com os outros, com curiosidade, sempre atenta para aprender sobre tudo aquilo que a rodeia. Por isso é que insisto no trabalho colaborativo. Falando entre eles, tentando defender as suas ideias sem faltar ao respeito, aprendendo com os outros, poderão converter-se em pessoas íntegras e trabalhadoras. E não paro de insistir com eles sobre o facto de que eles não têm limites.<br />
Considero também importante recuperar o respeito para com os professores. E disso não me posso queixar, porque a Unicoos é dos canais do YouTube com menos  dislikes (menor percentagem de «não gosto»). De facto, acho que só tenho dois  haters, só isso. ?<br />
Liderar é conectar talentos<br />
No outro dia, na  Fundação Princesa de Girona , conheci uma professora holandesa com cuja palestra fiquei fascinado. Relatava que na Holanda têm uma disciplina &#8211; desde o 6º ao 9º ano do ensino básico espanhol &#8211; que se intitula Desafios. Um espetáculo. O primeiro ano ajuda os alunos a decidir “quem sou ou como sou”. O segundo ano, “o que gostaria de ser”. O terceiro, “como conseguir ser o que eu quero ser”. Acho isso alucinante. Oxalá servisse de exemplo para outros países.<br />
Também fiquei impressionado com o que li recentemente numa entrevista que afirmava que se ensina aos alunos a estar e não se lhes ensina a ser. E é verdade. Dizia: “Os alunos, quando abandonam os estudos e chegam ao mundo laboral,  estão à espera de que alguém lhes diga o que têm de fazer, porque estão acostumados apenas a obedecer a ordens. Não são capazes de gerir o seu próprio tempo e de chegar a um objetivo.” Este é um problema grave no mundo laboral: que as novas gerações estão demasiado acostumadas a obedecer a ordens, não são proativas, sobretudo pelo medo do fracasso. É preciso mudar isso.<br />
Hoje, a maior virtude que deve ter um líder, do tipo que for, seja ele chamado empresário ou professor, é  tratar de conectar os talentos dos seus funcionários ou dos seus alunos. Se for capaz de conectar os talentos de todos eles, a sua equipa ou a sua turma será imparável. E cada pessoa é diferente e tem uma habilidade especial: É preciso conseguir que, numa equipa, cada um dê o melhor de si mesmo.<br />
Muitos alunos na aula sentem-se inúteis, sentem que são mais idiotas que os outros, que não aprendem ao mesmo ritmo, acreditam que não vão poder alcançar nada nas suas vidas. A mesma coisa acontece com os funcionários : ficam desmotivados, pensam que nunca poderão prosperar profissionalmente. Mas se trabalharem em equipa, estes alunos que não são os melhores em matemáticas, por exemplo, às tantas são os que melhor falam em público, ou são os mais criativos, ou os que são capazes de trabalhar com as mãos de uma forma muito melhor que os outros. Se todos derem o melhor si mesmo, todos se sentirão importantes, úteis, e descobrem que na verdade podem chegar a ser alguém. Daí a importância do trabalho em equipa e que o professor seja mais um companheiro de viagem.<br />
Einstein disse: “Se julgas um peixe pela sua capacidade de subir a uma árvore, ele viverá toda a sua vida a pensar que é um idiota.” E é verdade. Adoro dar exemplos aos jovens de histórias de pessoas que podem chegar a admirar ou não, mas que sem dúvida são um exemplo. Steve Jobs não era o melhor em matemática, provavelmente nem sequer era o melhor engenheiro do mundo&#8230; Mas teve uma visão. Einstein ou Bohr &#8211; que foi prémio Nobel da Física &#8211; não era ótimos alunos, mas revolucionaram o seu mundo. Insisto com eles: “Não fiquem frustrados por não serem os melhores nalguma coisa, mesmo se devem continuar a tentar sê-lo”. Sempre tereis algo de bom com que contribuir.»<br />
O mundo empresarial é exatamente igual: Qualquer funcionário tem uma virtude ou um talento que pode valer muito à sua empresa. Apenas é preciso dizer-lhe que o faça ou que tente fazê-lo. O trabalho de um líder ou de um professor é dar a todos o poder para que o possam fazer e deem o melhor deles mesmos. Sem se preocuparem com erros cometidos, mas muito atentos para aprender com eles. Ao fim e ao cabo, a melhor maneira de aprender, inclusive a andar, é confundir-se.<br />
Sobre David Calle<br />
David Calle é engenheiro de telecomunicações e fundador da  Unicoos, um canal de vídeos no YouTube e da unicoos.com, uma academia online com centenas de vídeos sobre matemática e ciências. Calle ficou classificado entre os 10 finalistas do  Global Teacher Prize 2018, “o Nobel da educação”, e recebeu o prémio“Youtuber do ano” nos prémios Bitácoras 2016. É considerado pela revista Forbes como uma das 100 pessoas mais criativas do mundo. <br />
People first &#124; A project by EurofirmsPeople First é um espaço de inspiração onde partilhamos conteúdos com um eixo comum: as pessoas. De diferentes perspetivas e setores, abordamos diferentes temas, tendências e notícias de interesse humano.</p>
<p>La entrada <a rel="nofollow" href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/david-calle-todos-temos-uma-habilidade-pessoal-que-nos-diferencia/">David Calle: “Todos temos uma habilidade pessoal que nos diferencia&#8221;</a> aparece primero en <a rel="nofollow" href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/">People first</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na <a href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/david-calle-e-preciso-sair-da-zona-de-conforto-para-chegar-mais-longe/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">entrevista anterior</a>, David Calle falou-nos sobre a <a href="https://www.unicoos.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Unicoos</a> como um projeto motivacional e de empreendedorismo. Nesta segunda parte, dá as suas chaves pessoais acerca da <strong>formação e trabalho</strong> no século XXI.</p>
<h2>A formação deve ser personalizada e criativa</h2>
<p>Como professor, insisto sempre com os meus alunos sobre o facto de que aquilo que nos dá valor a todos <strong>é aquilo que nos torna diferentes</strong>, e quanto mais diferentes formos, mais valor é gerado. <strong>A educação passa por aí</strong>. É preciso tentar, na medida do possível, dar a cada jovem aquilo que ele precisa, que nem sempre é a mesma coisa.</p>
<p>Na minha academia, tento conhecê-los mais além das aulas, saber que problemas têm, o que se passa nas suas famílias, se foram abandonados pela namorada ou pelo namorado, se têm problemas em casa ou com os seus amigos. Isto porque todos acumulam muitos problemas e nunca se sabe a razão pela qual um aluno está mais ou menos motivado. Se conseguirmos conhecê-los e, sobretudo, se conseguirmos encontrar &#8211; o que não é fácil &#8211; a paixão ou a capacidade desse aluno, ou a sua habilidade especial, então será imparável. Esta é uma das maiores responsabilidades que têm os pais e os professores: encontrar a capacidade e a habilidade de cada um dos nossos alunos ou filhos. <strong>Se encontrarmos aquilo que os torna diferentes, ninguém os parará</strong>.</p>
<p>Projetos como a Unicoos contribuem para isso. <a href="https://www.youtube.com/user/davidcpv" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Os seus vídeos</a> ajudam a que o professor se livre de explicar sempre as mesmas coisas, a <strong>ganhar tempo para poder ser mais criativo</strong> com os seus alunos e tratar de insistir noutras. Por exemplo, trabalhar em equipa com eles e conhecê-los um pouco melhor. Se os virmos a relacionar-se entre eles, além de adquirirem habilidades sociais importantíssimas, também poderemos conhecê-los melhor e saber como cada um deles é.</p>
<p>Li recentemente um artigo sobre o novo conceito  <em><strong>apreensinar, que insiste basicamente em que os alunos se convertam por momentos em professores dos seus próprios colegas</strong></em>. Assim, aprendem a comunicar uns com os outros, interiorizam melhor as lições a aprender e os conceitos-chave. E provavelmente começam a perceber melhores os seus professores, compreenderão melhor o seu trabalho e as dificuldades que enfrentam no dia a dia quando dão a aula. <strong>Torná-los protagonistas</strong>, porque se o forem, irão levar isso de outra maneira, muito mais ativa e positiva.</p>
<p>Por isso, digo SEMPRE que a Unicoos está AQUI para somar e não para substituir os professores , muito pelo contrário. A relação professor-aluno é insubstituível.</p>
<h2>As pessoas devem aprender a defender os seus sonhos e projetos.</h2>
<p><img loading="lazy" class=" wp-image-1465 alignleft" src="http://www.peoplefirst.pt/wp-content/uploads/2017/09/DavidCalle-2-300x300.jpg" alt="" width="393" height="393" srcset="https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2017/09/DavidCalle-2-300x300.jpg 300w, https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2017/09/DavidCalle-2-150x150.jpg 150w, https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2017/09/DavidCalle-2-768x770.jpg 768w, https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2017/09/DavidCalle-2-84x84.jpg 84w, https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2017/09/DavidCalle-2.jpg 906w" sizes="(max-width: 393px) 100vw, 393px" />Na minha humilde opinião, <strong> </strong><strong>a educação do século XXI deve centrar-se nas relações pessoais e em valores como o trabalho em equipa, a importância do trabalho duro ou a resiliência</strong>. Dispomos de computadores que fazem cálculos em milésimos de segundos, temos toda a informação ao nosso alcance. É evidente que é preciso ensinar as pessoas a distinguir tudo aquilo que encontram na Internet e a distinguir o bem do mal, porque demasiada informação também não é bom.</p>
<p>Mas aquilo em que nos devemos centrar é em criar uma geração à qual não custe expressar as suas opiniões em público nem falar em público, que o faça sem faltar ao respeito a ninguém e que aprenda também a colaborar em equipas multidisciplinares. A chave para mim é que <strong>as pessoas saibam trabalhar em equipa</strong> e saibam defender os seus sonhos e os seus projetos de maneira adequada. Isto porque conheci jovens que são muito bons, pessoas inteligentíssimas na universidade, quando estudei  <em>Telecomunicações</em>, por exemplo, mas que careciam de certas habilidades sociais que os impediam de alcançar, provavelmente, alguma das suas metas.</p>
<p>Eu digo aos meus alunos que não é preciso ser muito bom a matemática, pelo contrário, mas sim ser uma pessoa trabalhadora e <strong>capaz de se relacionar com os outros</strong>, com curiosidade, sempre atenta para aprender sobre tudo aquilo que a rodeia. Por isso é que insisto no trabalho colaborativo. Falando entre eles, tentando defender as suas ideias sem faltar ao respeito, aprendendo com os outros, poderão converter-se em pessoas íntegras e trabalhadoras. E não paro de insistir com eles sobre o facto de que eles<strong> </strong><strong>não têm limites</strong>.</p>
<p>Considero também importante recuperar o respeito para com os professores. E disso não me posso queixar, porque a Unicoos é dos canais do YouTube com menos  <em>dislikes</em> (menor percentagem de «não gosto»). De facto, acho que só tenho dois  <em>haters</em>, só isso. ?</p>
<h2>Liderar é conectar talentos</h2>
<p>No outro dia, na  <a href="http://es.fpdgi.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fundação Princesa de Girona</a> , conheci uma professora holandesa com cuja palestra fiquei fascinado. Relatava que na Holanda têm uma disciplina &#8211; desde o 6º ao 9º ano do ensino básico espanhol &#8211; que se intitula <strong>Desafios</strong>. Um espetáculo. O primeiro ano ajuda os alunos a decidir “quem sou ou como sou”. O segundo ano, “o que gostaria de ser”. O terceiro, “como conseguir ser o que eu quero ser”. Acho isso alucinante. Oxalá servisse de exemplo para outros países.</p>
<p>Também fiquei impressionado com o que li recentemente numa entrevista que afirmava que se ensina aos alunos a estar e não se lhes ensina a ser. E é verdade. Dizia: “Os alunos, quando abandonam os estudos e chegam ao mundo laboral,  <strong>estão à espera de que alguém lhes diga o que têm de fazer</strong>, porque estão acostumados apenas a obedecer a ordens. Não são capazes de gerir o seu próprio tempo e de chegar a um objetivo.” Este é um problema grave no mundo laboral: que as novas gerações estão demasiado acostumadas a obedecer a ordens, não são proativas, sobretudo pelo medo do fracasso. É preciso mudar isso.</p>
<p>Hoje, a maior virtude que deve ter um líder, do tipo que for, seja ele chamado empresário ou professor, é  <strong>tratar de </strong>conectar os talentos dos seus funcionários ou dos seus alunos. Se for capaz de conectar os talentos de todos eles, a sua equipa ou a sua turma será imparável. E cada pessoa é diferente e tem uma habilidade especial: <strong>É preciso conseguir que, numa equipa, cada um dê o melhor de si mesmo</strong>.</p>
<p>Muitos alunos na aula sentem-se inúteis, sentem que são mais idiotas que os outros, que não aprendem ao mesmo ritmo, acreditam que não vão poder alcançar nada nas suas vidas. A mesma coisa acontece com os funcionários : ficam desmotivados, pensam que nunca poderão prosperar profissionalmente. Mas se trabalharem em equipa, estes alunos que não são os melhores em matemáticas, por exemplo, às tantas são os que melhor falam em público, ou são os mais criativos, ou os que são capazes de trabalhar com as mãos de uma forma muito melhor que os outros. <strong>Se todos derem o melhor si mesmo, todos </strong>se sentirão importantes, úteis, e descobrem que na verdade podem chegar a ser alguém. Daí a importância do trabalho em equipa e que o professor seja mais um companheiro de viagem.</p>
<p>Einstein disse: “Se julgas um peixe pela sua capacidade de subir a uma árvore, ele viverá toda a sua vida a pensar que é um idiota.” E é verdade. Adoro dar exemplos aos jovens de histórias de pessoas que podem chegar a admirar ou não, mas que sem dúvida são um exemplo. Steve Jobs não era o melhor em matemática, provavelmente nem sequer era o melhor engenheiro do mundo&#8230; Mas teve uma visão. Einstein ou Bohr &#8211; que foi prémio Nobel da Física &#8211; não era ótimos alunos, mas revolucionaram o seu mundo. Insisto com eles: “Não fiquem frustrados por não serem os melhores nalguma coisa, mesmo se devem continuar a tentar sê-lo”. <strong>Sempre tereis algo de bom com que contribuir</strong>.»</p>
<p>O mundo empresarial é exatamente igual: <strong>Qualquer </strong>funcionário tem uma virtude ou um talento que pode valer muito à sua empresa. Apenas é preciso dizer-lhe que o faça ou que tente fazê-lo. O trabalho de um líder ou de um professor é dar a todos o poder para que o possam fazer e deem o melhor deles mesmos. Sem se preocuparem com erros cometidos, mas muito atentos para aprender com eles. Ao fim e ao cabo, a melhor maneira de aprender, inclusive a andar, é confundir-se.</p>
<p><strong><em>Sobre David Calle</em></strong></p>
<p><em>David Calle é engenheiro de telecomunicações e fundador da  <a href="https://www.unicoos.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Unicoos</a>, um canal de vídeos no <a href="https://www.youtube.com/user/davidcpv" target="_blank" rel="noopener noreferrer">YouTube </a>e da unicoos.com, uma academia online com centenas de vídeos sobre matemática e ciências. Calle ficou classificado entre os 10 finalistas do  <a href="http://www.globalteacherprize.org/top-10-finalist/david-calle/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Global Teacher Prize</a> 2018, “o Nobel da educação”, e recebeu o prémio“<a href="https://www.youtube.com/watch?v=JVzjLP-WAVw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Youtuber do ano</a>” nos prémios Bitácoras 2016. É considerado pela revista Forbes como uma das 100 pessoas mais criativas do mundo. </em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img src="https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2019/07/LogoWhatsapp.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/author/adminpeoplept/" class="vcard author" rel="author" itemprop="url"><span class="fn" itemprop="name">People first | A project by Eurofirms</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>People First é um espaço de inspiração onde partilhamos conteúdos com um eixo comum: as pessoas. De diferentes perspetivas e setores, abordamos diferentes temas, tendências e notícias de interesse humano.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>La entrada <a rel="nofollow" href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/david-calle-todos-temos-uma-habilidade-pessoal-que-nos-diferencia/">David Calle: “Todos temos uma habilidade pessoal que nos diferencia&#8221;</a> aparece primero en <a rel="nofollow" href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/">People first</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>David Calle: “É preciso sair da zona de conforto para chegar mais longe”</title>
		<link>https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/david-calle-e-preciso-sair-da-zona-de-conforto-para-chegar-mais-longe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[People first &#124; A project by Eurofirms]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 12:37:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[valores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta entrevista, David Calle, traça o seu percurso profissional desde o desemprego ao desenvolvimento do seu projeto pessoa, e explica como encontrou a sua vocação quando ficou desempregado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>David Calle é engenheiro de telecomunicações e fundador da  <a href="https://www.unicoos.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Unicoos</a>, um canal de vídeos no <a href="https://www.youtube.com/user/davidcpv" target="_blank" rel="noopener noreferrer">YouTube</a> e do site unicoos.com, uma academia online com centenas de vídeos sobre matemática e ciências. Calle ficou classificado entre os 10 finalistas do  <a href="https://www.globalteacherprize.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Global Teacher Prize</a> 2018, “o Nobel da educação”, e recebeu o prémio “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=JVzjLP-WAVw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Youtuber do ano</a>” nos  prémios Bitácoras 2016. É considerado pela revista Forbes como uma das 100 pessoas mais criativas do mundo. Nesta entrevista, traça o seu percurso profissional desde o desemprego ao desenvolvimento do seu projeto pessoal para ajudar gratuitamente milhões de alunos a serem melhores e a alcançar os seus objetivos.</p>
<h2>“Encontrei a minha vocação graças a ter ficado desempregado”.</h2>
<p>Comecei como professor e comecei toda esta aventura da Unicoos por acidente. Quando fiquei desempregado, pensei obviamente que era algo traumático. Ainda por cima, tinha uma filha pequena que tinha acabado de nascer e era um grande problema. Comecei a dar aulas na mesma academia na qual tinha trabalhado quando estudava na universidade, porque quando o diretor tomou conhecimento de que eu tinha ficado desempregado, ligou-me de imediato. Pensei que seria algo apenas temporário até arranjar um trabalho de engenheiro, mas descobri que adorava dar aulas. Visto em perspetiva, <strong>tive a grande sorte de ficar desempregado e de poder</strong>, assim, encontrar a minha vocação. E aquilo que ia ser apenas temporário <strong>acabou por </strong>se converter na minha profissão. Montei a minha própria academia dois anos mais tarde.</p>
<p><strong>E depois comecei com o YouTube, há já seis anos</strong>. Demorei seis meses a decidir gravar o meu primeiro vídeo, porque era muito envergonhado. Pensava que o tempo que dedicava aos meus alunos não era suficiente e que era importante que os meus alunos tivessem alguma ajuda extra para rever a matéria em casa, quando estavam sozinhos. Custava-me muito fazer com que aprendessem tudo o que eu acreditava que eles necessitavam a fim de poder evoluir. Além disso, muitos alunos tiveram que desistir da academia por causa da crise, e dava-me muita pena abandoná-los. Pensei que se publicasse vídeos no YouTube, seria uma solução.</p>
<p>Não era a maneira mais cómoda, mas costumo dizer que <strong> </strong><strong>é preciso sair da zona de conforto</strong>, tanto aos  jovens como aos professores. Que se fizermos tudo aquilo que sempre fizemos, nunca iremos mais longe, e que <strong>os fracassos e as crises são as melhores oportunidades</strong><strong> </strong>para empreender e para evoluir.</p>
<h2>Qualquer pessoa pode mudar o mundo.</h2>
<p><img loading="lazy" class=" wp-image-2339 alignleft" src="http://www.peoplefirst.pt/wp-content/uploads/2018/02/DavidCalle-Unicoos-768x413-300x161.jpg" alt="" width="436" height="234" />Fiquei impressionado com a entrevista de Steve Jobs na qual ele falava precisamente do fracasso. Foi despedido da sua própria empresa. Reinventou-se com a Pixar, voltou à Apple e inventou o iPad. Dizia que, se tivermos os olhos abertos, é com os fracassos que mais aprendemos. E aos jovens, insisto muito nisso, que não se preocupem em chumbar, porque eu também chumbava&#8230;</p>
<p>Digo-lhes que olhem para o exemplo da Unicoos, que não é nada fácil, que deu muito trabalho, que ainda não chegámos a conseguir nem metade daquilo que adoraria conseguir, e que pelo caminho surgiram obstáculos de todos os tipos. É muito difícil sustentar um projeto como este, grátis para todos, e tratar de encontrar recursos que o tornem sustentável. Já fui a milhares de reuniões à procura deles e felizmente  <strong>não baixei os braços</strong>, apesar de não me darem muita importância, porque, com todas elas, <strong>aprendi uma coisa pelo caminho</strong>: há sempre algo novo para contar, algo novo para dizer, algo novo para fazer a fim de poder melhorar, e já tentei de tudo, inclusivamente candidatar-me ao Global Teacher Prize. Bom, candidatar-me não. Os meus alunos enviaram anonimamente a minha candidatura, e até isso que parecia impossível, veja no que deu. E se não se conseguir, não há problema. O importante é desfrutar e <strong>tentar com todas as nossas forças</strong>. É o que nunca me canso de dizer aos meus “unicoos”, que trabalhem, que se esforcem, que <strong>lutem por ser </strong>o melhor que podem ser.</p>
<p>Isto não é fácil e é um grande desafio! Porque mentalmente não estamos preparados nem nos educaram para assumir essa filosofia. Não ensinamos às novas gerações  <strong>a ultrapassar obstáculos</strong>, são demasiado protegidas por nós, e é necessário incentivá-las a fazê-lo. Além disso, temos que transmitir aos jovens que os professores estão aqui para os ajudar, que não somos o inimigo deles, mas sim os companheiros de viagem deles.</p>
<p>A chave da Unicoos foi, sem dúvida, o trabalho e a perseverança. E, evidentemente, vinte anos de experiência  dar aulas e a lutar contra dúvidas de todos os tipos, com alunos de todos os tipos. Tudo isto, e pelo fato de ser engenheiro, faz com que os meus vídeos sejam um pouco diferentes dos outros.</p>
<p>Faço com que os vídeos sejam dinâmicos e divertidos, mesmo que, por vezes, não sejam possível tornar uma matriz ou uma integral numa coisa divertida. Tento relacionar tudo o que fazemos na aula de ciência com o que os alunos gostam, com aquilo que os apaixonam, com os super-heróis deles, com os videojogos. E dizer-lhes que  <strong>tudo o que eles adoram tem a ver com a tecnologia</strong>, e para isso precisam da matemática e da física. <strong>Que podem mudar o mundo</strong>, se quiserem, porque têm todas as possibilidades ao seu alcance.</p>
<p>Faço ver aos meus alunos que se Newton ou Tesla ou Copérnico ou qualquer uma dessas mentes brilhantes tivessem chegado a ter um computador ou acesso à Internet, por exemplo, nem podemos imaginar o que eles teriam conseguido. Com a ideia de que sejam conscientes de que, com aquilo que está ao seu alcance e com as suas capacidades, não há praticamente limites, <strong>podem conseguir praticamente qualquer coisa.</strong></p>
<p>Procuro fazer  <strong>despertar também a curiosidade deles</strong> e que se questionem sobre o porquê das coisas, o que se passa à volta deles, porque esta geração também perdeu isso: encontram sempre uma resposta no Google, têm todas as respostas ao seu alcance, têm provavelmente menos curiosidade por aprender.</p>
<p>E, para mim, os pontos-chave de um professor são <strong>a paixão e a empatia</strong>. Se conseguir transmitir paixão por tudo aquilo que ensina e sentir empatia para com os seus alunos, já conquistou praticamente tudo. Depois, a partir daí, apenas terá que lhes explicar equações, mas isso é mais fácil.</p>
<h2>O dinheiro não é tudo na vida</h2>
<p>A Unicoos dá-me a <strong>satisfação pessoal</strong> de voltar a casa todos os dias muito satisfeito com o que fazemos. Não estou a enriquecer com a Unicoos, pelo contrário. Tenho dois outros empregos. É simplesmente a minha paixão, porque considero que, se for dada a mesma oportunidade a todos, o mundo será muito melhor. Parece uma frase feita, mas é a realidade. Comprometi-me desde o primeiro dia a que a Unicoos fosse grátis, copiei o slogan da Khan Academy, que me abriu os olhos. Dizia: “Sempre grátis, para sempre e para todos”.</p>
<p>A primeira coisa que me perguntam os jovens quando lhes falo da unicoos é sobretudo: “Quanto ganhas?”. E digo-lhes que se enganam se pensam que, ao terminar o curso de Telecomunicações, já começam a ganhar 2.000 ou 3.000 € por mês. Que eu tinha três trabalhos. Trabalhava numa lavandaria. Que não há qualquer problema em servir hambúrgueres nem em ser estagiário. Que nunca perguntei qual era o meu horário, mas sim o que é que podia aprender, o que queriam que fizesse&#8230; E que agora, com a Unicoos, não ganho nada a não ser <strong>conseguir que </strong>o projeto no qual acredito funcione.</p>
<p>É que não consigo pensar noutra coisa que não seja dar-lhes tudo o que puder de forma gratuita. É incrível as dificuldades que enfrentam muitos dos meus alunos e as suas famílias. E se puder apoiá-los a todos, por muito pouco que seja, <strong>não há melhor coisa que se possa fazer.</strong><strong> </strong>Além disso, muitos professores já incluem a unicoos.com na suas aulas para lhes darem uma volta. <strong>Toda a ajuda que eu lhes puder prestar é pouca.</strong></p>
<p>Além disso, tive a sorte de outros professores e os meus engenheiros, por exemplo, terem começado a trabalhar comigo sem pedir nada em troca, porque também ficaram muito sensibilizados com a mensagem, e graças ao trabalho altruísta de um grande número de professores de todo o mundo, e inclusive de alunos que se ajudam uns aos outros, a Unicoos <strong>está a começar a somar muito e a ajudar</strong>, precisamente, todos. É provavelmente por isso que tem tantas visitas e tantos seguidores.</p>
<p>Há um ano e meio, por exemplo, uma rapariga de Guatemala escreveu-me para me contar que, graças ao que o seu pai conseguiu poupar nas aulas dela, tinha conseguido construir um poço de água potável para toda a sua aldeia. Os jovens de todos os lugares do mundo dizem-te que ainda bem que existe a Unicoos, porque, senão, não poderiam ter ido para a universidade, não conseguiriam ter passado em determinadas disciplinas porque não entendiam as coisas e não podiam ter um explicador ou andar numa academia. Receber mensagens deste tipo é infinitamente gratificante, <strong>são a fonte de energia que nos faz seguir em frente</strong>. Certamente não serão os euros.</p>
<h2>A colaboração é muito valiosa.</h2>
<p>O meu desejo e o meu sonho é que a Unicoos possa ajudar muitos outros milhões de jovens e também professores. Oferecer-lhes tudo aquilo que não param de me pedir, porque me pedem vídeos e materiais de muitas disciplinas, ou lições particulares, ou níveis a que não posso responder. E, para tal, fazem falta recursos que não comprometam a nossa missão, os vídeos e os fóruns devem continuar a ser gratuitos.</p>
<p>E essa é a nossa luta neste momento e é por isso que sempre peço a mesma coisa, <strong>recursos para poder ajudá-los mais e melhor</strong>. Sem eles, a partir de um sótão, ajudamos dezenas de milhões de alunos em todo o mundo. Imagine se dispuséssemos de mais. Poder pagar aos professores para que gravem vídeos de disciplinas que não domino é suficiente para mim, ou aos meus engenheiros para que programem e melhorem a página Web, por exemplo. Por isso, os últimos acordos de patrocínio que conseguimos estão a ajudar-nos com os seguintes vídeos de eletrónica, química, biologia, desenho&#8230; E, em breve, a minha equipa terá funcionalidades em unicoos.com que permitirão aos professores gerir e controlar o seu próprio conteúdo. Porque o mundo está a mudar, <strong>o formato audiovisual é cada vez mais relevante</strong>, a realidade dos nossos alunos é diferente. E devemos adaptar-nos.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img src="https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2019/07/LogoWhatsapp.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/author/adminpeoplept/" class="vcard author" rel="author" itemprop="url"><span class="fn" itemprop="name">People first | A project by Eurofirms</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>People First é um espaço de inspiração onde partilhamos conteúdos com um eixo comum: as pessoas. De diferentes perspetivas e setores, abordamos diferentes temas, tendências e notícias de interesse humano.</p>
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		<title>Ser polímata, o novo horizonte profissional</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jul 2019 18:11:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tecnologia por si só não faz avançar o mundo, mas sim a sua adaptação à vida das pessoas. Este passo decisivo não depende de engenheiros nem de programadores, mas sim de um novo perfil profissional.</p>
<p>La entrada <a rel="nofollow" href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/ser-polimata-o-novo-horizonte-profissional/">Ser polímata, o novo horizonte profissional</a> aparece primero en <a rel="nofollow" href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/">People first</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tecnologia por si só não faz avançar o mundo, mas sim a sua adaptação à vida das pessoas. Este passo decisivo não depende de engenheiros nem de programadores, mas sim de <strong>um novo perfil profissional</strong> que faz lembrar o grande Leonardo da Vinci: o dos polímatas ou pessoas capazes de dominar dois ou três conhecimentos divergentes. Grandes mudanças estão a caminho.</p>
<h2>1. Ciências &amp; Humanidades</h2>
<p>O reconhecimento deste novo perfil profissional surge no relatório “La innovación requiere ahondar en el llamado &lt;efecto Medici&gt;” (“A inovação requer aprofundar o chamado &lt;efeito Medici&gt;”), publicado pela <a href="http://www.deusto.es/cs/Satellite/deusto/es/universidad-deusto/vive-deusto/los-polimatas-seran-los-profesionales-mas-demandados-en-la-nueva-era-digital/noticia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Deusto Business School</a>. Nele explic-sea que os últimos anos do século XX viram aparecer <strong>polímatas como Steve Jobs ou Elon Musk</strong>, que devem o seu sucesso à sua paixão pelo design, a tecnologia e a ciência juntamente com a sua habilidade empresarial. “Se analisarmos a carreira dos grandes gurus da Sillicon Valley, observamos como coincidem no desejo de explorar oportunidades trazidas pela evolução tecnológica sem se limitarem a um setor em concreto &#8211; afirma o site <a href="https://www.innovaspain.com/universidad-de-deusto-y-3m-presentan-el-estudio-polimatas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">innovaspain.com</a>-. O próprio Musk &#8211; Doutor em Física e economista &#8211; fala em levar-nos a Marte enquanto revoluciona a indústria automóvel”.</p>
<p>Muitos filósofos da antiguidade eram polímatas, afirma o site <a href="http://blogs.cincodias.com/convertir-novedad-valor/2015/11/innovación-y-el-retorno-del-polímata.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">cincodias.com</a>, assim como muitas das pessoas mais relevantes do Renascimento e, em especial, <strong>Leonardo da Vinci</strong>, o mais conhecido de todos. Pessoas que dominavam vários campos das ciências e das artes. Hoje, um polímata é um profissional com conhecimentos técnicos e humanísticos (ou empresariais ou científicos), uma mente flexível e a capacidade de contribuir com soluções criativas. O mercado laboral já está a exigir engenheiros ou programadores <strong>com capacidade de compreender</strong> as necessidades da empresa e dos seus clientes, resolver problemas complexos, com pensamento crítico e capacidade de negociação, entre outras.</p>
<p>Questionar a realidade, conectar conhecimentos, preocupação por aprender são os novos valores em alta. Favorecidos pelo <strong>acesso universal à plataforma de conhecimento</strong> que é a Internet, com os seus múltiplos formatos de aprendizagem e os <a href="https://www.peoplefirst.blog/formacion-para-afrontar-lo-desconocido/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">MOOC</a> (Massive Open Online Courses) ensinados por professores e especialistas de primeiro nível. A formação regulada terá de acabar com a tradicional dicotomia ciências/letras e centrar-se em direção <strong>à especialização híbrida</strong> ou ao domínio de várias especialidades convergentes. E na direção da interconexão das duas áreas do saber do cérebro, a criativa e a lógica, para estimular uma mente criativa.</p>
<p>“Polimatia é a capacidade de alcançar a excelência em duas ou mais áreas do conhecimento &#8211; explica o site <a href="http://www.observatoriorh.com/seleccion/polimatas-profesionales-demandados-era-digital.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">observatoriorh.com</a>-, pertencentes a expressões diferentes do génio humano, com uma combinação de estruturas que podem proceder de campos tão diversos como as artes, as ciências, os negócios, o desporto, a tecnologia ou as humanidades”. E <strong>a economia digital</strong> é uma grande impulsora &#8211; como o foi na altura o Renascimento-, de grandes polímatas.</p>
<h2>2. Empresas híbridas</h2>
<p>A <a href="https://www.3m.com.es/3M/es_ES/empresa-es/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">3M</a> &#8211; também segundo o site observatoriorh.com -, é a primeira empresa a publicar um estudo acerca da polimatia a partir da sua própria experiência, que conclui que: Os especialistas trouxeram para a 3M as inovações mais influentes; os generalistas geraram novas ideias e patentes; e os polímatas contribuíram não só gerando inovação, mas também aplicando estas invenções a diferentes áreas da organização, integrando-as com diferentes tecnologias e convertendo-se, assim, nos <strong>cientistas mais valiosos da empresa</strong>”.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-2254 alignleft" src="http://www.peoplefirst.pt/wp-content/uploads/2018/01/Polimatas_da_vinci-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2018/01/Polimatas_da_vinci-300x300.jpg 300w, https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2018/01/Polimatas_da_vinci-150x150.jpg 150w, https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2018/01/Polimatas_da_vinci-84x84.jpg 84w, https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2018/01/Polimatas_da_vinci.jpg 692w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A <a href="https://techcrunch.com/2015/10/17/specialization-polymaths-and-the-pareto-principle-in-a-convergence-economy/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Techcrunch.com</a>, na sua análise acerca deste assunto, avança que <strong>estão a ser pulverizadas as barreiras setoriais </strong> entre as empresas empreendedoras tecnológicas: a inovação surge nas suas interseções. É aquilo que se conhece como “efeito Medici”, já que esta família renascentista apoiou a conexão entre investigadores, artistas e pensadores, criando novas disciplinas. “Voltamos ao efeito Medici porque, ligadas e relacionadas entre si, estas disciplinas tornam-nos mais fortes &#8211; afirma a innovaspain.com no seu artigo. Disciplinas como Big Data, Inteligência Artificial, automatização ou Internet das Coisas, com Filosofia, Direito, Management, Sociologia ou Arte, capazes de explorar novos “oceanos azuis”.</p>
<p>As empresas devem começar a pensar numa <strong>mudança estrutural</strong>, na qual técnicos, gestores, designers…, ou grupos de especialistas colaborem na procura de soluções multidisciplinares. Um perfil polímata pode ser crucial para que o diálogo e a inovação fluam entre eles: profissionais com um bom nível técnico e uma sólida base humanística. <a href="https://www.peoplefirst.blog/joan-clotet-la-innovacion-es-clave-para-emprender-y-liderar-la-transformacion/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Joan Clotet</a>, humanista Digital, é um bom exemplo contemporâneo deste perfil.</p>
<p>Para o blogue <a href="http://blog.educacionit.com/2017/12/12/polimatas-los-nuevos-profesionales-polifaceticos-que-buscan-las-empresas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">educacionit.com</a>, as vantagens dos polímatas na empresa são a sua capacidade de gerar inovação dentro das equipas, as suas habilidades intelectuais, que enriquecem o trabalho colaborativo, a sua competência para se converterem em  <strong>pontes de união</strong> entre especialistas, melhorando o fluxo de comunicação.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img src="https://www.peoplefirst.blog/wp-content/uploads/2019/07/LogoWhatsapp.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://www.peoplefirst.blog/pt-pt/author/adminpeoplept/" class="vcard author" rel="author" itemprop="url"><span class="fn" itemprop="name">People first | A project by Eurofirms</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>People First é um espaço de inspiração onde partilhamos conteúdos com um eixo comum: as pessoas. De diferentes perspetivas e setores, abordamos diferentes temas, tendências e notícias de interesse humano.</p>
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